Brasileiros vão bem no IM70.3 Peru
Toldi é vice-campeão, Menezes e Mary chegam em 4º lugar
Redação
Sob o céu cinzento típico da costa do Pacífico e com o mar como pano de fundo, o Ironman 70.3 Peru 2026 entregou neste domingo uma prova veloz, estratégica e marcada por performances sólidas tanto no masculino quanto no feminino.
Disputada na icônica Costa Verde, em Lima, a etapa reuniu atletas profissionais e amadores em um percurso conhecido pela altimetria moderada e potencial para tempos rápidos — características que mais uma vez se confirmaram na prática.
Prova masculina: consistência decide
Na elite masculina, a vitória ficou com o chileno Martin Baeza Muñoz, que cruzou a linha de chegada em 3:47:40, construindo seu triunfo com uma atuação equilibrada nas três modalidades.
Atrás dele, o brasileiro Fernando Toldi garantiu a segunda colocação com 3:49:57, seguido pelo mexicano Rodrigo Gonzalez, que completou o pódio em 3:51:17. O brasileiro Matheus Menezes foi o 4º colocado, em 3:57:08.
A prova foi marcada por um ciclismo decisivo — típico do percurso plano de Lima — e por uma corrida final onde a regularidade pesou mais do que ataques explosivos.
Feminino: domínio europeu
Entre as mulheres, a francesa Léa Riccoboni confirmou o favoritismo e venceu com 4:15:13, controlando a prova desde o ciclismo e consolidando a vantagem na meia maratona final.
O pódio foi completado pelas americanas Kelly Barton (4:24:36) e Kayla Bowker (4:31:08). A brasileira Mary Ortega cruzou em 4º lugar, em 4:37:12.
A vitória de Riccoboni reforça a crescente presença europeia nas etapas sul-americanas do circuito.
Um percurso rápido — e estratégico
Com 1,9 km de natação, 90 km de ciclismo e 21,1 km de corrida, o formato clássico do 70.3 ganhou em Lima um ingrediente especial:
mar geralmente calmo, mas frio
ciclismo veloz ao nível do mar
corrida exposta, exigindo controle térmico e ritmo
Esse conjunto transforma a prova em um “xadrez físico”, onde pacing e nutrição foram determinantes.