Entrevista: João Teixeira

Entrevista: João Teixeira

O goiano João Teixeira tem 27 anos, e praticamente metade da sua vida foi dedicada ao triathlon. É um "jovem veterano", que no final de 2025 se tornou Campeão Brasileiro de Triathlon Standard. Nesta entrevista, conheça mais sobre o atleta da Seleção Brasileira, treinado por André Villarinho.

BIO

Cidade onde nasceu e vive: Goiânia

Tempo que pratica triathlon: 13 anos

Idade: 27 anos

Altura: 1.81m

Peso: 71kg

Bike: Scott Foil RC (provas olímpicas) e Trek Speed Concept (provas longas)

Capacete: Scott Centric e Kask Mistral

Sapatilha: Fizik Transiro R3

Óculos de sol: Oakley

Tênis de treino: Asics Novablast 5

Tênis de prova: Adidas Adios Pro 4

Wetsuit: Ark Goat

Óculos de natação: Zoggs

Treinador: André Villarinho

Equipe de apoio: Fisioterapeutas - Eurípedes (Goiânia) e Cleber (São Carlos)

Patrocínio: Atleta do Programa de Atletas de Alto Rendimento( PAAR) da Comissão de Desportos do Exército(CDE), DOPA Performance Sportswear

Apoio: Apoio da SEEL (Secretaria de Estado de Esporte e Lazer) através do programa Pro Atleta.

Como ingressou no triathlon?


Conheci o triathlon através de um amigo de infância, que me apresentou o esporte após começar a treinar natação e corrida em uma academia.

Quais as conquistas que destaca em sua carreira?


Acredito que o título de campeão brasileiro em 2025 em Holambra foi importante, o título de campeão brasileiro de triathlon Júnior em 2016, e o título do Ironcruz de 2023.

Como foi o ciclo de treinos até o Campeonato Brasileiro Standard?


Eu passei bastante tempo em São Carlos neste último semestre, com o objetivo de ter companhia de treino para as provas curtas que faria após o IM 70.3 de SP, que seriam: Uma Copa Continental, a World Cup de Floripa e os Campeonatos Brasileiros de Triathlon em Vila Velha e Holambra. Então foram semanas bem intensas treinando para me readaptar às velocidades e intensidades das provas curtas. Foi um total de quatro semanas de treinos com a intensão de competir bem essa distância novamente.

Como foi o desenrolar da prova em Holambra, desde a natação até a emoção do pódio?


A natação foi bem fácil, consegui largar bem e me posicionar entre os cinco primeiros e consegui poupar energia para o ciclismo. Durante o início do ciclismo tentei assumir o controle do grupo e fazer todos andarem forte, com intuito de continuar abrindo um gap para o grupo de trás, que tinham bons corredores de 10km. Apesar de não ter sido um ciclismo muito forte, acabamos abrindo bem e a decisão ficou entre os oito do primeiro grupo. A corrida foi bem dura principalmente pelo calor que estava fazendo no dia, mas logo no início já estava correndo apenas com o Júlio Martins, então conversei com ele para tentarmos abrir o maior gap possível para os outros atletas e trabalharmos juntos durante os primeiros 5km da prova, e foi o que fizemos. Na terceira volta eu percebi que estava um pouco melhor e decidi atacar cedo pois sabia que no sprint ele teria a vantagem. Feito isso, consegui abrir cerca de 30 segundos, e consegui manter a distância até a chegada. A sensação de vitória foi uma mistura de sentimentos. Estava obviamente muito feliz pela vitória e pelo trabalho que coloquei para este bloco final do ano, mas também senti um certo alívio de saber que com o trabalho bem feito e focando nesta distância, eu ainda consigo ser um atleta bem competitivo nas provas rápidas no cenário nacional.

Qual foi a maior dificuldade que sentiu durante esta temporada?


Tive um ano que acabou ficando bagunçado demais, com a empolgação do circuito de provas longas no Brasil proporcionado pelo Instituto Arjon e também por não ter um calendário de provas curtas totalmente definido, acho que acabei misturando demais as distâncias e acredito não ter mostrado o meu real potencial nas provas, por estar sempre misturando essas distâncias. O nível do triathlon no Brasil e no mundo está muito alto, se você não aparecer com a sua melhor versão, pagará o preço ao longo da prova.

O que planeja de provas para 2026? Provas de Ironman 70.3 também podem estar nos planos?


Estou com meu calendário de provas para 2026 quase que 100% montado. Ainda não está totalmente pronto, e estou conversando muito com meu treinador sobre o planejamento, pois queremos um ano totalmente diferente de 2025, queremos saber exatamente o que faremos desde o início até o final da temporada. Lógico que podem ter alterações ao longo do ano, mas queremos ter um esqueleto de como será meu ano bem definido desde o inicio, e sem mudar o foco da temporada no meio dela, para garantir que não entraremos em nenhuma prova despreparado. O que posso dizer até o momento e que terão sim provas de IM 70.3 no meu calendário, porém não sabemos ainda quais serão.

O que necessita trabalhar e melhorar para a temporada de 2026?


O planejamento estratégico era algo que desde outubro já estava conversando com meu treinador, que precisava melhorar para 2026, então isso foi prioridade máxima durante a off season, e já estamos colhendo frutos. Também quero melhorar meu posicionamento nas redes sociais, isso virou algo essencial para todos os atletas, até mesmo pela busca por novos patrocínios, apoios e também para ser visto pelo público. É o famoso “quem não é visto, não é lembrado”. Junto com isso, também estou procurando por uma pessoa que consiga me ajudar com o planejamento de carreira, conversas com marcas e deixar tudo isso o mais profissional possível.

Bate-pronto

Filme preferido: Os Vingadores

Artista ou banda: Eminem

Livro: Nada pode me ferir - David Goggins

Qual foi a viagem mais marcante que você já fez? Viagem com minha família que fizemos para a Europa quando era criança; conhecemos várias cidades importantes e pontos turísticos incríveis, como o Museu do Louvre e o Coliseu

Existe algum lugar que você sonha em conhecer? Los Angeles, Califórnia.

Qual é sua comida favorita? Pitdog

O que você gosta de fazer no seu tempo livre? Jogar videogame

Quem te inspira ou serve como referência de vida? Meus pais, sou uma mistura “perfeita” dos dois.

Quem é seu ídolo no triathlon? Alistair Bronwlee

Qual foi a melhor decisão que você já tomou? Seguir meu instinto e me tornar atleta profissional de triathlon

Qual esporte que também gosta de acompanhar? Basquete, NBA.