Entrevista: Luma Guillen
A campeã brasileira Standard 2025
Redação
Fruto de São Carlos, cidade que é uma das referências no triathlon nacional, Luma Guillen tem 28 anos. Começou a praticar o triathlon aos 15 anos, através do Programa Atleta do Futuro do SESI, em São Carlos, sua cidade-natal. Começou como uma brincadeira e se tornou profissão.
Conheça mais sobre a campeã brasileira de Triathlon Standard de 2025.
Perfil
Cidade: São Carlos
Tempo que pratica triathlon: 13 anos
Idade: 28 anos
Altura: 1.63m
Peso: 59kg
Bike: Cervélo p-series
Capacete: Kask
Sapatilha: Shimano tr901
Óculos de sol: Oakley
Tênis de treino: Puma deviate nitro 3
Tênis de prova: Adidas adios pro 3
Óculos de natação: Arena
Treinador: Ícaro Cavalcanti
Apoio: Blueberry e Hydy

Como ingressou no triathlon?
Através do Programa Atleta do Futuro do SESI, em São Carlos. Fui levada pelo meu pai como uma forma de brincadeira, mas em um ano me classifiquei para os Jogos Sul-americanos da Juventude, onde fiquei em 5º lugar. Foi nesse momento que decidi levar o triathlon de forma profissional.
Quais conquistas você destaca na sua carreira?
3ª colocada no campeonato sul-americano;
10 pódios em campeonatos brasileiros, sendo 2x campeã geral;
7ª colocada no mundial universitário, medalhista de prata no team relay;
7ª colocada no mundial militar, medalhista de prata por equipe feminina e medalhista de bronze por equipe mista;
vice-campeã do Challenge Brasil
Como foi o ciclo de treinos até o Campeonato Brasileiro Standard?
Depois de um primeiro semestre conturbado, com dengue e lesões, consegui encaixar um bom bloco de treinos visando as provas em sequência que viriam no segundo semestre. Foram praticamente cinco provas seguidas, fechando com o Campeonato Brasileiro.
Fizemos uma boa base com treinos específicos para sprint e olímpico, para depois apenas competir, descansar e manter o que já havia sido construído. O saldo foi positivo, com um bom resultado internacional e quatro medalhas, sendo três de ouro e uma de prata, finalizando o ano como campeã brasileira.
Como foi o desenrolar da prova do título brasileiro, em Holambra?
Eu sabia que tinha uma natação forte, então apostei nisso desde o início. Consegui sair com uma vantagem de 1’15” e iniciei uma bike solo para tentar abrir a maior vantagem possível. O calor de Holambra estava absurdo, e eu sabia que a corrida seria dura. Desci para correr com três minutos de vantagem, o que me deu tranquilidade para fazer uma corrida mais conservadora até a linha de chegada. Ter minha família torcendo por mim ajudou muito!
Qual foi a maior dificuldade durante esta temporada?
Foram muitas pausas durante o ciclo de treinamento, por conta de problemas de saúde e lesões, o que permitiu apenas pequenos ciclos de treino.
Quais são os planos de provas para 2026? Provas de Ironman 70.3 estão nos planos?
Talvez não todas as etapas, mas as provas de Ironman 70.3 estão, sim, nos planos. Tudo vai depender da questão financeira e de um calendário sem provas em datas coincidentes.
O que você acredita que precisa trabalhar e melhorar para a temporada de 2026?
Acredito que continuar a construção com maior constância de treinamento, principalmente no ciclismo.




Bate-pronto
Filme preferido: "Simplesmente acontece"
Artista: Ana Castela
Livro: "Oi Deus, sou eu de novo"
Viagem mais marcante: Mundial Militar, Wuhan, China
Lugar que sonha em conhecer: Austrália
Comida favorita: Sushi
O que gosta de fazer no tempo livre: sair com meus amigos e falar de coisas que não sejam triathlon
Quem te inspira: meus pais
Ídolos no triathlon: Javier Gómez, Taylor knibb
Melhor decisão que já tomou: acreditar em mim mesma
Esporte que gosta de acompanhar (fora o triathlon): Ginástica Artística