Entrevista: Roberto Fonseca
Conheça mais sobre Roberto Fonseca, que aos 50 anos é um dos triatletas amadores mais forte do país
Redação
Roberto Fonseca já foi duas vezes vice-campeão mundial em seu Age Group; além dessas e de outras grandes conquistas, ele realizou um feito incrível em 2025, fazendo o absurdo tempo de 8h28min no Ironman Brasil e sendo o segundo amador geral a cruzar a linha de chegada. Tudo isso aos 50 anos!
"Pense no longo prazo; a consistência é o que fará a diferença", é a dica de Roberto. Vale conhecer um pouco mais da história deste dedicado triatleta amador.
BIO
Cidade: São Paulo
Idade: 50 anos
Altura: 1,78 m
Peso: 66 kg
Experiência em Triathlon: 10 anos
Bicicleta: Trek Speed Concept
Capacete: Met Drone
Sapatilha: Nimbl
Óculos de Sol: Não utiliza em competições
Tênis de Treino: Vários, principalmente Hoka e Saucony
Tênis de Prova: Nike Vaporfly
Wetsuit: Roka
Óculos de Natação: TYR
Treinador: Luiz Gandolfo (Esporte Clube Pinheiros)
Equipe de Apoio: Nutricionista Fernanda Palma, Kinex Fisioterapia (Raul Traete) e Rianho Cycling (bike fit)
Apoio: Visual Bike

Qual sua base esportiva e como ingressou no triathlon?
Conheci o triathlon no Clube Pinheiros por indicação de um grande amigo. Meu ingresso nas competições foi influenciado pelo meu cunhado.
Quais as maiores conquistas que destaca como triatleta amador?
2x Vice-Campeão Mundial de Ironman na categoria (Kona 24/Nice 23)
1x 4º lugar no Mundial em Kona 22
3x Campeão consecutivo da categoria no Ironman Brasil, com a última conquista em 2025, onde alcancei o 2º lugar geral amador e estabeleci o melhor tempo para qualquer atleta acima de 50 anos na distância do Ironman (8h28m).
Várias vitórias e pódios em categorias em provas de meio Ironman e olímpicas, destacando o 2º lugar geral no meio Ironman de Maceió em 2022.
Como foi seu ciclo de treinos para o Ironman Brasil de 2025, onde foi o 2º geral amador?
O ciclo de treinos foi extremamente desafiador em relação ao volume e à intensidade, mas, ao mesmo tempo, foi perfeito, pois consegui realizar tudo sem lesões. Isso culminou em uma sequência de quase 5,5 anos de treinos quase ininterruptos.
Qual a maior dificuldade que sente como triatleta?
A maior dificuldade que enfrento é conciliar o tempo de treino com o trabalho e a vida pessoal.
Que dica pode dar para um atleta amador conseguir conciliar trabalho, família e esporte?
Pense no longo prazo; a consistência é o que fará a diferença. Perder um treino ou fazer menos não impactará o longo prazo, mas o inverso não é verdadeiro em relação ao trabalho e especialmente em relação à família. O que faz diferença é não perder treinos que você poderia realizar, e acaba não fazendo por preguiça ou desorganização.
Como será seu calendário para este início de ano?
Internacional de Santos
70.3 Brasília
Ironman Brasil
Bate-pronto
Filme Preferido: Forrest Gump
Artistas/Bandas Favoritas: The Beatles, Pearl Jam, Dire Straits; "gosto de tudo, os brasileiros são o Rei e Raulzito".
Livros Favoritos: "A Incrível Viagem de Shackleton", "Meninos de Ouro", "Antifragil"
Viagem: "As viagens com a família para o Hawaii foram incríveis".
Lugar dos Sonhos para Conhecer: Nova Zelândia, Fiji, Maldivas e Japão.
Comida Favorita: Churrasco e carbonara.
O que gosta de fazer no tempo livre: Ler ou ver conteúdos relacionados a alta performance; gosto muito de biografias.
Quem te Inspira: Minhas referências e inspiração sempre foram meus pais, mas tenho muitos ídolos no esporte e fora deles.
Ídolos no Triathlon: - No Brasil: Leandro Macedo; no geral: Mark Allen, Dave Scott e Chrissie Wellington.
Melhor Decisão: Pedir minha esposa em casamento.
Esportes que Gosto de Acompanhar: Ciclismo, Surf, NFL, Olimpíadas (verão e inverno).