Erros de iniciante: Líquido x Carbo x Timing
Americano Sam Long confidencia seus erros de nutrição no mundial de Ironman do Havaí e faz retrospectiva detalhada da prova
Redação
Quando Sam Long acordou na manhã da prova no Havaí, o clima trazia uma mistura de chuva e uma energia contagiante. Para um atleta focado em provar seu valor na distância mãe do triatlon, aquele não era apenas mais um dia de prova; era o momento de encarar os maiores nomes do esporte no lendário Campeonato Mundial de Ironman em Kona.
A Jornada de Sam Long em Kona: A História Não Contada
Enfrentando as Águas e os Próprios Fantasmas
Na largada para os 3,8 km de natação no Oceano Pacífico, o mar estava agitado e turvo pelas chuvas. Enquanto boiava ao lado dos melhores nadadores do mundo, Sam repetia para si mesmo um mantra simples e poderoso: “I belong” (“Eu pertenço a este lugar”). Para não se perder na estratégia, ele tomou uma decisão consciente: alinhou-se estrategicamente no maior grupo de atletas para garantir o vácuo e evitar nadadores mais lentos. Nadando ao lado de nomes experientes como Cam Wurf e Matt Hansen, Sam saiu da água na 42ª posição, sentido-se inteiro e confiante,.
A Caçada sobre Duas Rodas
A transição T1 foi rápida, e Sam montou na bicicleta com a missão clara de cortar a diferença. Dominando o trecho do ciclismo com uma pilotagem agressiva, ele foi ultrapassando adversário por adversário. Para ganhar cada segundo de vantagem aerodinâmica no vento forte de Kona, usou uma roda dianteira de perfil alto (ENVE 100 Pro).
No entanto, o calor impiedoso e o esforço cobraram seu preço. Tomado por uma sede intensa, Sam acabou cometendo um erro clássico de nutrição: ingeriu todos os seus 750g de carboidratos planejados em apenas 3 horas e 10 minutos de pedal.Para piorar, a descida íngreme do percurso de Hawi deixou seu glúteo esquerdo travado. Mesmo assim, na força de vontade pura, ele entregou uma das melhores parciais de ciclismo do dia, chegando à T2 na 10ª posição.

Dores no Estômago, "Modo Hulk" e a Reta Final
A maratona começou com um preço alto a se pagar pelo excesso de carboidratos na bike. Do quilômetro 5 até próximo do quilômetro 30, Sam travou uma batalha silenciosa contra cãibras estomacais severas,. O desconforto era tanto que seus braços e mãos começaram a ficar dormentes por causa do esforço e da desidratação; sem hesitar, ele pegou uma tesoura em um ponto de hidratação e cortou as costuras da manga da sua roupa para liberar a circulação — um momento que ele apelidou de entrar em "Modo Hulk".
Quando faltavam cerca de 8 km para o fim, as dores no estômago finalmente deram trégua. Foi o sinal verde que ele precisava para ligar o turbo. Sam começou a acelerar na famosas retas de Kona, buscando energia de onde não tinha e ultrapassando competidores exaustos um a um.
O Top 10 e um Novo Capítulo
Ao cruzar a linha de chegada em 6º lugar geral, o sentimento não foi apenas de alívio, mas de pura elação,. Ele não apenas havia alcançado sua meta de ficar entre os dez primeiros, como também calou os críticos que diziam que ele era apenas um atleta de meio ironman.
TRI SPORTRedação
Olhando para o futuro, com o suporte de seu novo assistente técnico Parker e as lições valiosas aprendidas sobre nutrição e ritmo, Sam deixou Kona com uma certeza: a jornada até o topo do mundo está apenas começando. Confira o vídeo abaixo com a retrospectiva de Sam Long da prova: