Final feminina da WTCS tem Beaugrand como alvo

Seleção Brasileira terá Djenyfer, Vittoria e Gigi em Pontevedra

Final feminina da WTCS tem Beaugrand como alvo

A temporada feminina do World Triathlon Championship Series (WTCS) chega ao seu momento decisivo neste sábado, 26 de setembro, em Pontevedra, na Espanha. Invicta em 2026, a francesa Cassandre Beaugrand chega à Final na liderança da classificação e em busca de recuperar o título mundial conquistado em 2024.

As principais adversárias, Beth Potter e Lisa Tertsch, perderam uma oportunidade importante de diminuir a diferença na etapa de Karlovy Vary, na República Tcheca. Agora, ambas precisarão de uma combinação de resultados para impedir que Beaugrand confirme o campeonato.

A disputa, porém, está longe de se resumir às três principais candidatas. O field reúne campeãs mundiais, medalhistas do WTCS e atletas em ascensão que podem interferir diretamente na briga pelo título.

Beaugrand lidera um forte trio francês ao lado de Leonie Periault e Emma Lombardi. As três já conquistaram medalhas em Finais do WTCS, algo que demonstra a experiência da equipe francesa em decisões.

Lombardi chega especialmente credenciada. Depois de conquistar o bronze em 2024 e 2025, ela pode alcançar o terceiro pódio consecutivo em uma Final. Seria uma sequência ainda mais relevante diante da qualidade do grupo que estará em Pontevedra.

Pela Grã-Bretanha, Beth Potter lidera uma equipe que tentará repetir o domínio de 2023, quando britânicas ocuparam as duas primeiras posições da Final. Para Potter, uma vitória seria também a melhor maneira de colocar pressão sobre Beaugrand na luta pelo título.

Georgia Taylor-Brown, vencedora da etapa de Karlovy Vary, surge como uma importante aliada de Potter. Olivia Mathias, Sophie Evans, Jess Fullagar e Tilly Anema completam a equipe britânica.

Lisa Tertsch, por sua vez, terá ao seu lado Laura Lindemann, Tanja Neubert, Julia Bröcker e Franka Rust, que chega embalada pelo melhor resultado de sua carreira no WTCS, justamente em Karlovy Vary.

A alemã conhece bem o que significa virar uma disputa na Final. Em 2025, Tertsch saiu da quarta posição para assumir a liderança e conquistar o título mundial. Agora, novamente em quarto lugar antes da decisão, ela terá pela frente a missão de repetir a façanha.

Tilda Månsson entra na disputa


A sueca Tilda Månsson chega a Pontevedra como uma das principais ameaças às favoritas. Com três medalhas conquistadas na temporada, ela passou a integrar o grupo de atletas capazes de disputar as primeiras posições do campeonato.

Månsson optou por não competir nas etapas de Weihai e Karlovy Vary, concentrando sua preparação na Final de Pontevedra. A estratégia pode ser decisiva. Ao longo da temporada, a sueca já derrotou Potter para conquistar o ouro em Yokohama e levou Beaugrand ao limite em Quiberon.

Uma vitória em Pontevedra ainda poderia colocar Månsson na história: ela se tornaria a primeira mulher nascida no século XXI a vencer a Final do WTCS.

Brasil


A Seleção Brasileira terá três representantes em Pontevedra: Djenyfer Arnold, 23ª no ranking WTCS; Vittoria Lopes, 39ª; e a jovem Giovanna Lacerda, 118ª.

Outro nome de destaque pela América do Sul é Barbara Riveros. A chilena será a única representante de seu país em Pontevedra e está prestes a alcançar uma marca histórica: ser a única atleta a competir tanto na primeira Final do WTCS, realizada em Gold Coast, em 2009, quanto na última decisão antes da transição para o Triathlon World Tour.

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As azarãs que podem surpreender


O field também reúne atletas com resultados recentes capazes de colocá-las na briga pelo pódio.

Jeanne Lehair, de Luxemburgo, já venceu uma etapa do WTCS nesta temporada. Taylor Spivey, dos Estados Unidos, chega após conquistar sua segunda medalha de prata consecutiva em Karlovy Vary.

A equipe norte-americana também terá Gwen Jorgensen, campeã olímpica no Rio e dona de quatro medalhas em Finais — número que a coloca entre as atletas com mais pódios na história da série —, além de Danielle Orie, vencedora recente de uma etapa da Copa do Mundo, e das medalhistas de Copa do Mundo Erica Ackerlund e Gina Sereno.

Lehair, Spivey e Jorgensen já terminaram entre as cinco primeiras em provas do WTCS nesta temporada. Um bom desempenho de qualquer uma delas pode alterar as posições entre as candidatas ao título.

A história recente mostra que a liderança não garante o título. Apesar da vantagem de Beaugrand, a história das Finais femininas do WTCS nesta década mostra que a liderança antes da decisão não significa necessariamente o título mundial.

Desde 2021, apenas duas das cinco atletas que chegaram à Final na liderança da classificação conseguiram manter a posição e conquistar o campeonato: Flora Duffy, em 2021, e Beaugrand, em 2024.

A própria francesa chega à decisão de 2026 com um histórico que mostra como a situação pode mudar. Ela liderou ou dividiu a liderança antes das três últimas Finais, mas conquistou apenas um título nesse período.

Em 2022, Flora Duffy ultrapassou Georgia Taylor-Brown na última prova ao conquistar o ouro enquanto a britânica ficou com a prata. No ano seguinte, Potter também saiu da segunda posição para conquistar o campeonato, vencendo a Final enquanto Beaugrand terminou em terceiro.

Em 2025, foi Tertsch quem protagonizou a grande virada. A alemã saiu da quarta colocação e recuperou uma desvantagem de 289 pontos para assumir a liderança e conquistar o título. Foi, de longe, a maior virada da década na disputa feminina: nenhuma outra campeã nesse período precisou descontar mais de 70 pontos na Final.

Por isso, embora Beaugrand tenha uma vantagem de 225 pontos sobre Potter antes da decisão, a experiência recente do WTCS mostra que a disputa só termina quando a última atleta cruzar a linha de chegada.

A Final feminina do WTCS em Pontevedra será disputada no sábado, 26 de setembro, a partir das 13h (hora de Brasília), com transmissão ao vivo pelo TriathlonLive, mediante assinatura prévia.