Luca Ascenço, a cria de um campeão
Atleta de 20 anos mostra mentalidade profissional e objetivos bem estruturados com foco na Longa Distância
Redação
O sobrenome "Ascenço" tem grande representação no triathlon brasileiro, através de Santiago, um dos ícones do nosso esporte, seja como triatleta ou treinador. De oito anos pra cá, o "legado Ascenço" vem sendo corroborado com o desenvolvimento da carreira esportiva de Luca, seu filho, que aos 20 anos já mostra grande maturidade e conquistas feitas através de um desenvolvimento sólido e planejado, sem queimar etapas.
Conheça um pouco mais sobre este talento do triathlon nacional, que tem sua carreira focada para as longas distâncias.
Perfil do Atleta
Cidade onde nasceu e vive: Goiânia (GO)
Tempo de triathlon: oito anos
Idade: 20 anos
Altura: 1,77m
Peso: 66kg
Bike: BMC Speedmachine
Capacete: EKOI Pure Aero
Sapatilha: Nimbl Ultimate Air
Óculos de sol: Oakley
Tênis de treino/Tênis de prova: "Nos últimos tempos utilizei o Neo Vista 2 e o protótipo Pro da Mizuno. Após muitos anos de parceria, encerrei meu ciclo com a marca e atualmente estou avaliando outras opções para as próximas competições".
Wetsuit: Blue70 Helix
Óculos de natação: Blue70 Contour
Treinador: Frank Jakobsen
Equipe de apoio: "Conto com diversos profissionais que são peças chave na minha carreira.
Meu treinador, além de cuidar da parte estrutural dos treinos, me auxilia muito no aspecto mental e estratégico. Além disso, faço acompanhamento constante com psicóloga, nutricionista, médicos do esporte e fisioterapeutas.
Na parte de mídia e empresarial, tenho um agente, Beline Barros, que cuida dos meus contratos, negociações e da parte jurídica da minha carreira. Considero esse suporte essencial e um grande diferencial atualmente. Nos dias de hoje, além de performar em alto nível, o atleta precisa ser ativo nas mídias e construir relações sólidas com as marcas."
Patrocínios:
La Roche-Posay, Caffeine Army, Plant Power, Solotek, FastTT, Blue70
Apoios:
Maurten e City bikes

Quais as maiores conquistas que destaca em sua jovem carreira?'
Destaco alguns momentos que marcaram minha trajetória até aqui:
• Top 10 em Campeonatos Sul-Americanos e Pan-Americanos de Triathlon Sprint
• Vice-campeão Brasileiro de Ciclismo (Contra-Relógio)
• 2ª colocação no Campeonato Latino-Americano de Ironman 70.3 (Age Group)
• Campeão de categoria em todas as provas de Ironman 70.3 que disputei até hoje
Como seu pai te influenciou em sua escolha pelo triathlon?
Meu pai sempre foi minha maior referência no esporte. Sem nenhum empurrão ou incentivo direto. Apenas o convívio diário com sua disciplina, rotina e dedicação foram suficientes para me inspirar e me apaixonar pelo triathlon. Cresci vendo o exemplo, e isso falou mais alto do que qualquer palavra.
Como foi o duelo entre corpo e mente no final do IM 70.3 Florianópolis?
Sem dúvida, foi a prova mais desafiadora da minha carreira. Cheguei a um estado físico e mental que nunca havia experimentado antes, e descobri uma força mental que eu ainda não conhecia.
A vitória estava muito próxima, e essa vontade fez meu corpo buscar energia onde praticamente não havia mais. Fisicamente, eu estava no limite absoluto. Mentalmente, estava totalmente focado, positivo e determinado. Em nenhum momento considerei desistir, a única opção era cruzar a linha em primeiro. Por poucos metros, o corpo venceu a mente. Mas saí dessa prova maior do que entrei.
Qual foi a maior dificuldade que sentiu durante a temporada de 2025?
Minha maior dificuldade foi conseguir encaixar um bloco sólido de treinos sem me lesionar. No segundo semestre, quando comecei a ganhar mais consistência para as provas-alvo, lidei por cerca de cinco meses com uma lesão no joelho.
Essa lesão me permitiu competir, mas me impediu de correr com volume adequado, além de me tirar de duas largadas importantes. Foi um período de muito aprendizado, paciência e adaptação.
O que planeja de provas para 2026? Pretende migrar para o profissional?
2026 será um ano de objetivos claros e ousados. Começarei a temporada largando como amador nas primeiras provas. Me considero jovem para a distância do 70.3 e não sinto pressão para subir ao profissional imediatamente.
Venho de um ano com lesão e acredito que preciso de mais experiência na distância antes de dar esse passo. No 70.3, a experiência conta muito.
Meu grande objetivo será um resultado expressivo no Mundial de Nice. Após isso, a ideia é fazer minha estreia no profissional ainda em 2026.
O foco será em provas longas ou também no Circuito World Triathlon?
O foco principal será totalmente voltado para as provas de 70.3 e longa distância.
O que necessita trabalhar e melhorar para a temporada de 2026?
Os principais pontos de evolução para 2026 serão:
• Um trabalho mais consistente de fortalecimento na academia, com foco em prevenção de lesões e suporte aos treinos.
• Prioridade ao ciclismo, que foi a modalidade em que mais evoluiu nos últimos tempos e que representa mais de 50% do tempo total em um Ironman 70.3.
Bate-pronto
Filme preferido: "Prenda-me se for capaz"
Artista: Coldplay, Pink Floyd, Red Hot Chili Peppers
Livro: "O Segredo"
Viagem mais marcante: Temporada que passei na Espanha no primeiro semestre de 2024.
Lugar que sonha em conhecer: Egito
Comida favorita: Açaí
O que gosta de fazer no tempo livre: Cozinhar
Quem te inspira como referência de vida: Meu pai, Santiago Ascenço
Ídolos no triathlon: Kristian Blummenfelt, Miguel Hidalgo, Lionel Sanders, Lucy Charles-Barclay
Melhor decisão que já tomou: Me dedicar às provas de 70.3 e longa distância
Esportes que também gosta de acompanhar:
Ciclismo, Tênis, Atletismo e Fórmula 1