Luigi Caputo, XTERRA na veia

Triatleta é um dos grandes nomes da nova geração do triathlon off-road nacional

Luigi Caputo, XTERRA na veia

Pode-se dizer que Luigi Caputo, 20 anos, nasceu num "berço outdoor"... Sendo filho de Cristina de Carvalho e José Caputo, duas referências no triathlon na década de 90, Luigi cresceu num ambiente que alimentou sua paixão pelo esporte radical e espírito aventureiro e moldou seu perfil resiliente nos treinos.

Mesmo jovem, Luigi é um dos principais nomes do Cross-triathlon nacional, com destaque nos eventos nacionais e com objetivos determinados: o Mundial de XTERRA. Conheça abaixo um pouco mais sobre a história de dele.

BIO


Cidade: São Paulo
Tempo que pratica triathlon: 4 anos
Idade: 20 anos
Altura: 1,74
Peso: 66 kg
Bike: Oggi Cattura Pro
Óculos de sol: Cavaleira óculos
Tênis de treino: Hoka Rincon
Tênis de prova: Hoka Tecton x3
Wetsuit: Xterra Wetsuist
Óculos de natação: Speedo
Treinador: Alexandre Ribeiro
Equipe de apoio: Núcleo Aventura
Patrocínio: nenhum
Apoio: Hoka, Kailash, Join Sport

Qual sua base esportiva e como ingressou no cross triathlon ?


Cresci em um ambiente onde o esporte sempre foi parte da rotina da minha família. Desde pequeno pratiquei skate, mountain bike, surf, judô e natação, o que me deu uma base multiesportiva muito sólida.

Minha maior referência sempre foi minha mãe, Cristina Carvalho, uma das grandes triatletas da sua geração. Depois ela migrou para as corridas de aventura, corridas de montanha e XTERRA. Cresci acompanhando essa trajetória e, desde que me entendo por gente, sonhava em competir no XTERRA. Hoje, poder alinhar ao lado dos melhores atletas e representar o Brasil é a realização de um sonho de infância.

O que mais te atrai neste tipo de prova off-road?


O que mais me atrai no cross triathlon é que ele reúne tudo o que eu mais gosto no esporte: a intensidade da largada, a técnica exigida durante toda a prova e o contato direto com a natureza.
No off-road não basta estar bem fisicamente. É preciso tomar decisões rápidas, adaptar-se ao terreno e respeitar o mar, a montanha e a trilha. Esse desafio constante é o que torna cada prova única.

Quais as maiores resultados que destaca como triatleta?


Tenho muito orgulho da consistência que venho construindo nos últimos anos, mantendo presença frequente nos pódios da categoria Elite do XTERRA Brasil.
Entre os resultados que mais marcaram minha trajetória estão a vitória no XTERRA Caraguatatuba 2025, pódio internacional no Canadá e a conquista de resultados expressivos que me colocaram entre os principais nomes do cross triathlon brasileiro.

Quais os seus locais preferidos para treinos?


Sem dúvida, São Sebastião e Ilhabela. Além de serem lugares onde me sinto em casa, oferecem tudo o que um atleta de cross triathlon precisa: mar, montanhas, trilhas técnicas e percursos desafiadores. Grande parte da minha evolução como atleta foi construída treinando nesses cenários.

Como será seu calendário para 2026?


O grande objetivo da temporada é o Campeonato Mundial de XTERRA, que será disputado em Ruidoso, no Novo México (EUA). Até lá, pretendo competir em etapas do circuito XTERRA, como a Serra do Mar, utilizando essas provas como preparação. Após o Mundial, o foco passa a ser a corrida de montanha, especialmente a preparação para o El Cruce, no final do ano.

Quais seus objetivos como triatleta?


Meu maior objetivo é conquistar o título mundial de XTERRA. Sei que esse é um projeto de longo prazo e que exige evolução constante. Estou trabalhando diariamente para construir esse caminho, evoluindo como atleta e acumulando experiência internacional até estar preparado para lutar por esse sonho.

Que dicas pode dar para quem quer iniciar no XTERRA?


A principal dica é não ter medo do off-road. Muita gente acha que precisa dominar todas as modalidades antes de começar, mas é justamente a prática que traz essa evolução.
Também vale a pena desenvolver bastante a técnica no mountain bike e aproveitar o processo. O XTERRA é um esporte que desafia, mas ao mesmo tempo proporciona experiências incríveis e um contato com a natureza que dificilmente encontramos em outras modalidades.

Que treinos de natação, MTB e corrida considera essenciais numa preparação para um triathlon XTERRA?


Além do condicionamento e preparo físico, que é indispensável, o cross triathlon exige muita técnica.
No mountain bike, considero indispensáveis os treinos técnicos em trilhas, desenvolvendo curvas, descidas, subidas e leitura de terreno.
Na corrida, procuro treinar pelo menos uma vez na semana em trilhas e percursos com desnível, porque a biomecânica muda bastante em relação ao asfalto. É importante preparar não apenas o sistema cardiovascular, mas também a musculatura para enfrentar terrenos irregulares.
No XTERRA, quem consegue unir condicionamento físico, técnica e tomada de decisão costuma fazer a diferença.

Bate-pronto


Filme preferido: Clube da Luta
Artista: Raimundos
Livro: o Profeta
Viagem mais marcante: Quebec
Lugar que você sonha em conhecer: Hawaii
Comida favorita: Kibe cru
Tempo livre: Surfar
Inspiração: Alexandre Manzan, Alexandre Ribeiro, Cristina de Carvalho e Miguel Mitne
Ídolos: Alexandre Manzan, Alexandre Ribeiro e Cristina de Carvalho
Esporte que também acompanha: Surf e MTB