Luiz Catta Preta, do surfe ao triathlon
Cattinha foi um grande nome do triathlon nacional na década de 90
Redação
Luiz Catta Preta, mas pode chamar de "Cattinha". A história de um dos melhores triatletas brasileiros da década de 90 começou em 1991, antes disso ele jogava handebol e se dedicava ao surfe. Quando migrou para o triathlon, a experiência com esses dois esportes acabou ajudando muito ele, principalmente na natação e na corrida.
A evolução no triathlon foi rápida, fazendo com que ele se motivasse com o esporte. Aliado às inúmeras greves na faculdade que cursava, o tempo para os treinos não faltava e os resultados começaram a aparecer rapidamente.
Além disso, um outro fator foi muito importante para que ele criasse uma mentalidade vencedora. Sua amizade com o ciclista Paulo Jamur, antigo recordista brasileiro do quilômetro e atleta olímpico em duas oportunidades. Foi Paulo que mostrou como a cabeça de uma atleta de ponta deveria ser. E a partir disso as coisas começaram a engrenar.
O próximo passo foi participar do Troféu Brasil, em Santos. Na época, a competição mais importante do Brasil, que reunia os melhores atletas. Cattinha fechou o ano ganhando todas as etapas como amador; além disso, na última prova, fez o oitavo melhor tempo de toda competição, incluindo os profissionais.
No ano seguinte, passou para a categoria Elite, onde teve grandes experiências. "Foram várias provas e situações que marcaram minha carreira, desde uma queda de cara na esteira, que me rendeu meu primeiro patrocínio (obrigado Jefinho e a Barigui Veículos!), até vitórias e derrotas que fazem parte da carreira de todo atleta", relembra ele.

O ano de 1994 foi especial, pois ele venceu o SESC Caiobá e conseguiu destaque no seu Estado. "Em 1995, depois da minha volta após um sério atropelamento que sofri, e já contando com ensinamentos técnicos de Homero Cachel, obtive um 2° lugar numa etapa do Campeonato Brasileiro, atrás apenas de Alexandre Manzan. Devido a esse resultado, recebi a inesperada convocação para uma etapa da World Cup Triathlon (N.R.: hoje seria equivalente a uma etapa WTCS) em Cleveland, nos EUA, e lá obtive um 10° lugar, resultado que me deixou muito satisfeito, pois sair do país e me colocar entre os dez primeiros em uma Copa do Mundo era muito mais do que eu poderia imaginar quando iniciei no esporte", revela ele, satisfeito.
Cattinha esteve presente na Seleção Brasileira até 2002, quando uma contusão crônica no bíceps da coxa o impedia de manter os treinamentos. Até hoje ele participa de competições (algumas mais sérias, outras por puro prazer, cada uma com sua história. "Foi o triathlon que me deu oportunidade, quando fui treinador do CNTT, em Vila Velha, de conhecer minha esposa, a triatleta Rebeca Falconi, que é a pessoa que quero ter ao meu lado toda vida, e que juntos formamos uma família, hoje com Luiza de 12 anos, campeã mineira nos 200m borboleta e Felipe, de 8 anos, apaixonado por futebol. Foram praticamente 22 anos vivendo o triathlon diariamente, primeiro como atleta, depois como treinador, onde tive a oportunidade de trabalhar em outro país realizando um outro sonho que sempre tive", disse ele.
E completa: "Atualmente o Triathlon já é nossa atividade principal. Mas já conto os dias pra próxima etapa do XTERRA na região. Eu e Rebeca montamos uma academia em Belo Horizonte, a Tribheca Natação e Fitness, e que foi o triathlon que também nos ajudou a conquistar. Então devo muito ao triathlon, que me formou como atleta, mas principalmente formou meu caráter e personalidade. Queria deixar aqui um agradecimento especial ao Homero Cachel, técnico de triathlon, e ao Paulo Jamur, que me ensinaram muito, e que foram também grandes amigos; sem eles nada teria sido possível! E um agradecimento especial à minha família, meu pai Luiz, minha mãe Marlene, minha irmã Karla e minha esposa Rebeca. Vocês fizeram, fazem e sempre farão minha vida especial!", finaliza Luiz Catta Preta.