Prêmio Melhores do Ano 2025
Miguel Hidalgo e Djenyfer Arnold são eleitos os melhores triatletas brasileiros do ano de 2025
Redação
A Tri Sport Magazine completou 26 anos em 2025 e, há 20 anos que fazemos o reconhecimento dos melhores triatletas brasileiros do ano através do "Prêmio Melhores do Ano", que é uma forma de enaltecer os atletas que mais se destacaram ao longo do ano.
Este ano, nossos destaques vão para Miguel Hidalgo e Djenyfer Arnold, como os Melhores Triatletas do Ano e para Manoel Messias, com a "Performance do Ano".
MIGUEL HIDALGO
Melhor Triatleta do Ano | Masculino
Miguel Hidalgo, de 25 anos, teve o melhor ano de sua carreira profissional. Vice-campeão mundial, disputando o título até a última etapa do Circuito, ele corroborou o que toda a comunidade do triathlon nacional - e internacional - já visualizava, que Miguel tem o "pacote completo" para se tornar um dos nomes dominantes do triathlon nos próximos anos.
Desde seus primeiros títulos significativos, como Campeão Brasileiro Júnior e Campeão Sul-Americano Júnior em 2018, Miguel vem em crescimento planejado, sem pular etapas, com sua evolução orientada pelo competente técnico Marcelo Ortiz.
Em 2025 ele teve sua primeira vitória numa etapa WTCS (World Triathlon Championship Series, a elite do triathlon mundial), em Alghero (Itália). E também somou pódios na Riviera Francesa e Karlovy Vary, além de bons resultados em outras etapas. Estas performances o levaram ao vice-campeonato mundial da World Triathlon.
Além disso, Miguel venceu o Ironman 70.3 Brasília com uma atuação absurda em sua estreia na distância Meio Ironman, fazendo o tempo de 3:31:43. No Mundial da distância, em Marbella, que foi na sequência da "Grand Final" do Circuito da World Triathlon, na Austrália, Miguel foi o 12º colocado. Uma excelente colocação para um estreante no Mundial.

DJENYFER ARNOLD
Melhor Triatleta do Ano | Feminino
Djenyfer Arnold, de 32 anos, começou "tarde" no triathlon, somente aos 24 anos. Entretanto, trouxe uma grande bagagem como nadadora de alto rendimento, esporte que pratica desde os sete anos e onde chegou a ser campeã sul-americana juvenil nos 5 km de maratona aquática e vice-campeã nos 10 km.
Ao migrar para o triathlon, passou a treinar também com Marcelo Ortiz, no Pinheiros, e sua resiliência chegou ao ápice com a participação nos Jogos Olímpicos de Paris, onde foi a 20ª colocada no individual e 8ª colocada com o time brasileiro na prova de Revezamento Misto, conquistando junto com Vittoria Lopes, Manoel Messias e Miguel Hidalgo o primeiro diploma olímpico do triathlon nacional (reconhecimento dado aos oito primeiros colocados de cada prova olímpica).
Em 2025, ela teve um ano pós olímpico diferente, competindo em provas de Ironman 70.3, já que o ranking olímpico para Los Angeles 2028 ainda não teve início. Como ela mesma frisou para nós numa entrevista, se descobriu como uma "nadadora-corredora", o que lhe trouxe confiança para alçar voos mais altos no triathlon. E ela alçou!
Em 2025, DJ (como é conhecida) venceu o Ironman 70.3 Brasília, Ironman 70.3 São Paulo e Ironman 70.3 Florianópolis. Na sua estreia no Campeonato Mundial da distância, em Marbella, ela foi a 19ª colocada, somente três semanas após disputar a "Grand Final" do Circuito Mundial da World Triathlon, onde Djenyfer foi a 17ª colocada e duas semanas após sua vitória em Floripa. Esta agenda corrida, com viagens entre Austrália, Sul do Brasil e Espanha dão sinais que, quando puder dar foco na chamada "meia distância", DJ poderá proporcionar grandes resultados.

MANOEL MESSIAS
Performance do Ano
"Performance do Ano" é o reconhecimento feito pela redação da Tri Sport para o triatleta que, com seu desempenho numa prova, vencida ou não por ele, se destacou. Em 2025, Manoel Messias foi o nosso eleito pela sua performance no Ironman Brasil, disputado em Floripa no dia 1 de Junho, onde foi o vice-campeão (o vencedor foi o argentino Luciano Taccone).
Messias fazia sua estreia na distância Ironman, cravando o forte tempo de 7:37:11, com parciais de 49:00 para 3.8km de natação (1:16/100m), 4:16:18 para os 180km de bike (42.23km/h de média) e 2:26:50 na maratona. Sim, você não leu errado! Ele correu os 42.2km a 3:29 por km de pace médio, sendo este reconhecido como o melhor tempo mundial já feito por um triatleta numa maratona, dentro de uma prova de distância Ironman. Um feito destacado inclusive em várias mídias internacionais.
Messias deixou o gostinho de "quero mais!" na comunidade do triathlon brasileiro, pois seu talento, comprometimento e adaptação ao calor o credenciam para uma boa performance quando decidir fazer o Mundial de Ironman, em Kailua-Kona, no Hawaii.

JULIA VISGUEIRO
Revelação do Ano
O Prêmio Revelação é destinado a jovens atletas que, no decorrer do ano, se destacaram em evolução e desempenho em competições.
Este ano, nossa Redação elegeu Julia Visgueiro, de 20 anos, que com apenas quatro anos de triathlon, conquistou a 3ª colocação no Pan Junior Individual, a 4ª com o time brasileiro no Revezamento Misto no Pan e a 34ª colocação no Mundial Sub23. Na Elite, foi a 23ª colocada na World Cup Florianópolis.

REVEZAMENTO MISTO
Paralímpico (Jéssica Messali; Jorge Fonseca; Letícia Freitas; Ruiter Gonçalves)
O prêmio do Paratriathlon vai para a equipe de Revezamento Misto, que conquistou a medalha de bronze no Campeonato Mundial de triathlon no revezamento misto por equipes, realizado em Wollongong, na Austrália; o Paratriathlon Team Relay é uma prova que pode fazer parte do programa dos Jogos Paralímpicos de Los Angeles 2028.
A equipe composta por Jéssica Messali (PTWC, para atletas cadeirantes), Jorge Fonseca (PTS2, limitações físico-motoras)), Letícia Freitas e Pâmella Oliveira - Guia (PTVI, deficiência visual) e Ruiter Gonçalves (PTS5, limitações físico-motoras) encerrou a prova em terceiro lugar, com o tempo total de 54min15s, garantindo o pódio atrás apenas dos Estados Unidos (52min51s) e da Austrália (53min12s).
“Este resultado representa o trabalho de longo prazo que estamos desenvolvendo no triathlon brasileiro. A equipe mostrou maturidade, entrosamento e um alto nível técnico, competindo de igual para igual com as principais potências do mundo. O bronze em Wollongong é um marco e reforça nosso potencial para buscar um pódio nos Jogos de Los Angeles 2028”, destacou Ivan Razeira, gerente técnico de alto rendimento do triathlon da Confederação Brasileira de Triathlon (CBTri).