Qual o maior erro de um triatleta após um IM 70.3?
Saiba o que fazer para acelerar a recuperação e voltar aos treinos "normais"com segurança
Redação
O período pós-prova em um Ironman 70.3 exige extrema atenção, pois o desgaste sistêmico (muscular, metabólico e imunológico) é massivo.
O erro mais comum é o atleta ir para o "8 ou 80": ou entra em repouso total — o que reduz a eficácia da remoção de resíduos metabólicos — ou faz treinos moderados/fortes antes da hora.
Principais motivos para treinar leve no pós-prova:
- Aumento do fluxo sanguíneo local sem dano mecânico: Estimula a circulação sem gerar novo estresse tensional.
- Aporte de nutrientes e oxigênio: Acelera a entrega de insumos para a reparação tecidual.
- Remoção de metabólitos e redução de edemas: Auxilia na drenagem linfática e diminui o inchaço.
- Modulação do sistema nervoso autônomo: Ajuda a reequilibrar os níveis de estresse e melhora a recuperação sistêmica.
Porém, na prática, o fator mais importante é a autoavaliação (o feedback do próprio corpo) e, em seguida, a comunicação clara com o treinador.
Cada prova de 70.3 é única. Fatores como altimetria, temperatura, umidade e estratégia de nutrição mudam o tipo de "sequela" microestrutural que o atleta carrega. Dessa forma, escutar o corpo permite identificar onde surgiram microtraumas para dar a atenção necessária.
Vale destacar também a supressão temporária da imunidade, que deve ser um dos focos principais na fase de regeneração.
Portanto, não negligencie aquele girinho solto, uma natação bem leve ou aquela corrida em Z1 — que pode até começar com o corpo dolorido, mas te fará soltar e se sentir muito melhor depois.
Estratégias como massagem, crioterapia e mobilidade/alongamentos leves são ótimas ferramentas complementares, mas o treino leve e regenerativo continua sendo o ator principal da sua recuperação.
Essa matéria teve a colaboração do Coach de Alto Rendimento da CPH Assessoria Rafael Palito, técnico de Pamela Oliveira e Igor Amorelli, entre outros. @rafael_palito