World Triathlon almeja T100 nas Olimpíadas de 2032
Parceria com a PTO consolida o projeto para a inclusão da distância nos Jogos de Brisbane
Redação
O presidente da World Triathlon, Antonio Arimany, falou em entrevista ao portal City AM sobre a aliança com a PTO, as ambições de expansão olímpica e o retorno a Londres em 2026.
Não é novidade que a World Triathlon, órgão regulador mundial do esporte, se uniu à Organização de Triatletas Profissionais (PTO), um reconhecimento de que o circuito profissional, apoiado por bilionários e parcialmente pertencente a atletas, comercializou o esporte em poucos anos de uma forma que a World Triathlon não estava preparada para fazer.
Como já noticiado aqui na Tri Sport, a parceria criará um Circuito Mundial de Triathlon com provas de múltiplas distâncias a partir de 2027, com os eventos do Campeonato Mundial adotando a terminologia do Circuito T100 da PTO e renomeados como provas T50. A PTO venderá o pacote completo, incluindo uma nova série de acesso Challenger, para patrocinadores e emissoras, assim como já faz com seus próprios eventos.
“Acho que isso é único e é o caminho a seguir, porque se quisermos realmente comercializar este esporte de forma global e sólida, precisamos consolidar o produto que temos, pelo menos para as emissoras de televisão e qualquer outro patrocinador que possa vir a se interessar pelo esporte. Portanto, acho que é uma mudança fundamental, um novo momento, e estamos todos muito animados para ver e desenvolver isso”, disse Antonio Fernandez Arminany, presidente da World Triathlon.
É um enorme voto de confiança na PTO, que foi lançado pelo investidor bilionário britânico Sir Michael Moritz em 2020, tem a Warner Bros. Discovery como parceira de transmissão e, neste ano, adicionou a empresa saudita Surj Sports Investment à sua estrutura de capital.
O novo Circuito Mundial de Triathlon criará um portfólio de cerca de 100 eventos por ano, uma mudança que, segundo Arimany, será “boa para os atletas, as federações nacionais e para os fãs”.
A classificação das provas como T100 e T50, dependendo da distância, só fortalecerá o argumento do esporte para a inclusão do triathlon de média distância no programa olímpico.

É aqui que entra em jogo a experiência da World Triathlon, e o otimista Arimany, que deseja que o esporte do "nada, pedala e corre" se torne mais popular, acreditando que o T100 poderá se tornar uma disciplina olímpica já na Olimpíadas de Brisbane 2032.
“Tentaremos incluir a prova T100 no programa olímpico”, acrescenta o espanhol. “Neste momento, estamos aguardando, pois o COI está discutindo os novos critérios para integrar novos eventos em qualquer modalidade esportiva. Mas uma das estratégias que temos discutido com a Organização dos Jogos Olímpicos (OLP) é a inclusão de um novo evento nos Jogos Olímpicos.
Para nós, é fundamental contribuir e agregar valor ao programa olímpico, e não apenas adicionar mais um evento. Nesse sentido, vamos nos concentrar em criar e comercializar esses eventos da melhor forma possível. Tem que ser uma situação vantajosa para todos, inclusive para o programa olímpico.
Portanto, temos muito trabalho pela frente. Primeiro, precisamos fazer o nosso trabalho e, então, tenho certeza de que conseguiremos apresentar este evento como um grande diferencial para o programa olímpico”, espera Arimany.


